Meu nome é Mafalda Moura, sou Geógrafa portuguesa cursando mestrado em Hazards, Cities and Spatial Planning. Estou ansiosa para desenvolver pesquisa e conhecimento na área de Earth Sciences. Este post no blog é sobre medir a erosão costeira e entender as perspectivas da comunidade.
Hoje vivemos de duas formas, focando no planejamento costeiro e seu valor. Uma é a superexploração e construção do terreno usado para edifícios, ferrovias, residências e hotéis. Outra é a elevação do mar, mudança climática e gestão desproporcional e o problema que vem com isso, perda de comunidades e ecossistemas naturais. Viver nas vilas costeiras já foi conhecido como luxuoso, porém nos tempos contemporâneos, é como assistir o mar vindo atrás de você (quase um filme de terror vendo sua casa engolida pelo entorno).<\/P>
O problema com isso? Comumente focamos em escala nacional ou até continental! Mas e quanto à escala local diante dos problemas e adaptações? Tendemos a focar na costa total perdida, mas não na abordagem comunitária que a acompanha.<\/P>
Eu mesma, um colega (Daniel Rodrigues Pinto) e um Professor (Alberto Gomes) fizemos uma pesquisa local sobre a evolução da erosão costeira em um município de Portugal com a ferramenta Google Earth timelapse e ArcGIS<\/EM>, incluindo a percepção dos cidadãos sobre isso. Encontramos uma falta de reconhecimento do conceito ou métricas das perdas. Já compartilhamos na comunidade científica com dois pôsteres e felizmente o estudo & apresentação foram distinguidos, este é o que estou prestes a compartilhar com vocês:<\/P> <\/P>
IJUP 24+ Ciência 2024 Posters<\/span><\/span><\/P> <\/P>A costa portuguesa, definida como a faixa de terra ao longo do mar, enfrenta desafios significativos de erosão, resultando no recuo da linha costeira e perda de território (REA<\/EM>, s.d.). Nas últimas décadas, a erosão costeira em Portugal tem sido significativa, com taxas severas em várias áreas, especialmente no setor noroeste do país (Pinto et al., 2020). A erosão está afetando a costa portuguesa de Norte a Sul: entre 1958 e 2021, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA<\/EM>) estima que 1320 hectares de terra desapareceram. Apenas 45% das praias arenosas rasas em Portugal estão sob erosão? Só nos últimos anos, o Programa de Monitoramento da Faixa Costeira do Continente Português (COSMO<\/EM>), coordenado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), possibilitou verificar recuos máximos de até 30 metros em algumas seções da costa baixa arenosa no norte e centro do país.<\/P>
Coastline Changes based on satellite data (2019), in the Iberian Peninsula, by European Atlas of the Seas<\/span><\/span><\/P> <\/P> Mudanças na linha costeira baseadas em dados de satélite (2019), na Península Ibérica, pelo European Atlas of the Seas<\/P> <\/P>
Seções da linha costeira sob erosão (período 1958-2021); Fonte: Portuguese Environment Agency (APA) 2022<\/span><\/span><\/P> <\/P> Seções da linha costeira sob erosão (período 1958-2021); Fonte: Portuguese Environment Agency (APA<\/EM>) 2022<\/P>Vamos para a área do estudo. Dentro de um Estuário e perto de uma vila pesqueira e aquário, supõe-se ser uma praia elite, porém uma localidade emergente para erosão costeira como dito antes no norte de Portugal e mostrado nos mapas.
<\/span><\/P> Evolução feita com Google Earth Pro<\/P>Além da aparência do mar avançando para as terras, como poderíamos medir isso? Pelo Digital Shoreline Analysis System<\/U> (DSAS<\/EM>) com sistema ArcGIS para sobrepor (Oyedotun & Timothy, 2014)<\/EM> o software que tende a analisar os dados científicos das polilinhas (nesta temática linha costeira), incluindo média, máximo e mínimo, mostrados nos gráficos.<\/P>
NSM<\/span><\/span><\/TD>
EPR<\/span><\/><\/><\/><\/><\/><\/><\/><\/><\/><\/><\/><\/><\/><\/><\/><\/><\/><\/><\/> (sim/não)<\/EM><\/LI>Diferença no tamanho da praia (sim/não)<\/EM><\/LI>Avanço do mar (metros)<\/EM><\/LI>Estratégias de preservação e conservação da praia (sim/não)<\/EM><\/LI><\/UL>A pesquisa mostrou que a população consultada vive na freguesia há mais de 20 anos. Também há um conhecimento notável do termo coastal erosion e seu impacto na praia. Quanto ao conhecimento da praia e sua preservação, todos os entrevistados disseram estar cientes das mudanças no tamanho da praia e que, na maior parte, não houve um avanço significativo de até 1 metro, o que resultou em uma hiptese negativa por parte deles. No entanto, uma propor
significativa dos entrevistados relatou um avanço entre 1 e 10 metros, mas em nenhum caso a medida correta (18 a 36 metros). Além disso, metade dos entrevistados estava desinformada sobre estratégias de conservação e preservação da praia.<\/P> <\/P>
Concept and Impact of Coastal Erosion<\/span><\/span><\/TD>
Advance of Coastal Erosion (Community Perception)<\/span><\/span> <\/P><\/TD><\/TR><\/TBODY><\/TABLE> <\/P>O que podemos dizer sobre este assunto? Mais sensibilização<\/STRONG> e líderes de comunicação para esses problemas, a necessidade de participação pública e local<\/STRONG> e reconhecimento dos cenários e capacitação<\/STRONG> para a mitigação e adaptação baseadas na natureza<\/STRONG>.<\/P>Referências:<\/P>Oyedotun, Temitope D. Timothy. (2014). Shoreline geometry: DSAS as a tool for Historical Trend Analysis.. Geomorphological Techniques (Online Edition).<\/P>Pinto, C., Silveira, T. & Teixeira, S.B. 2020. Prática de reposição de areia em praias no continente português (1950–2017): Visão geral e retrospectiva. Ocean & Coastal Management, Volume 192, 105211, ISSN 0964-5691, https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.ocecoaman.2020.105211<\/A>.<\/P>REA. (n.d.). Linha costeira erodida | Relatório do Estado do Ambiente. Relatório do Estado do Ambiente.
https:\/\/rea.apambiente.pt\/content\/linha-de-costa-em-situa\u00e7\u00e3o-de-eros\u00e3o<\/A><\/P> <\/P>
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Anexos<\/H3>
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<\/span><\/TD><\/TR><\/TBODY><\/TABLE>